
O Comitê de Inteligência Artificial do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul apresentou aos conselheiros os resultados do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos. A reunião marcou a conclusão de uma etapa de planejamento e organização das iniciativas de IA na instituição e o início de uma nova fase, voltada à implementação das soluções identificadas.
A apresentação foi conduzida pelo coordenador do Comitê, conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira, pelo subcoordenador, Joder Bessa e Silva, procurador de contas do MPC-MS, e pelo diretor de Tecnologia da Informação, José Augusto Ferreira. O encontro contou com a presença do presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, dos conselheiros Waldir Neves e Sérgio de Paula, do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC-MS), João Antônio de Oliveira Martins Júnior, além de diretores, chefes de gabinete e representantes de diferentes setores do Tribunal.
O trabalho do Comitê teve início a partir da necessidade de organizar a incorporação da Inteligência Artificial às atividades do TCE-MS, considerando as oportunidades que a tecnologia oferece para a modernização dos processos de trabalho. A iniciativa envolveu representantes de áreas estratégicas do Tribunal e foi estruturada em três etapas: regulamentação do uso da IA, diagnóstico das necessidades institucionais e proposição de soluções.
“Há dois anos, nós propusemos à Presidência a criação do Comitê de Inteligência Artificial aqui no Tribunal de Contas. A ferramenta é utilizada em diversos setores da sociedade e precisava ser introduzida no nosso dia a dia de forma organizada”, explicou o conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira.
Durante o período, foi realizado um levantamento junto aos departamentos do Tribunal, que identificou 36 projetos de Inteligência Artificial. As iniciativas abrangem ferramentas para automatização de tarefas, análise de documentos, pesquisa de jurisprudência, monitoramento de informações e apoio às atividades de fiscalização.
Do total de projetos identificados, cinco já foram entregues, 14 estão em andamento e 17 estão programados para 2027.

Tecnologia a serviço da fiscalização
A utilização da Inteligência Artificial tem como objetivo otimizar os processos de trabalho, reduzir atividades manuais e ampliar a capacidade de análise dos servidores, contribuindo para uma atuação mais eficiente e para a celeridade na entrega dos resultados à sociedade.
Para o subcoordenador do Comitê, Joder Bessa e Silva, a implementação das ferramentas representa um avanço importante na modernização do Tribunal. A expectativa é que a tecnologia contribua para uma prestação de contas e de controle externo mais célere, com processos de trabalho otimizados e maior qualidade nas entregas.
“A ferramenta de Inteligência Artificial não substitui o trabalho humano. Ela otimiza e possibilita que o trabalho seja feito com mais velocidade e, às vezes, com maior qualidade, porque evita processos manuais que demandam muito tempo”, destacou.

Próxima etapa: implementação
Com a conclusão dos trabalhos de planejamento, os projetos serão incorporados ao planejamento estratégico do Tribunal, com definição de prioridades, prazos, etapas de execução e recursos necessários.
O diretor de Tecnologia da Informação, José Augusto Ferreira, explicou que a implementação será orientada pelas necessidades institucionais e acompanhada por marcos que permitam monitorar tanto as entregas quanto os aspectos financeiros.
“Precisamos colocar tudo no planejamento estratégico, criar os marcos e identificar quais são as prioridades para o Tribunal, onde temos mais necessidade. A ideia é entregar conforme as necessidades da instituição, sempre atentos às mudanças tecnológicas e às adaptações que forem necessárias ao longo do caminho”, afirmou.
A apresentação dos resultados consolida uma etapa importante da estratégia de modernização do TCE-MS. A partir de agora, o foco será transformar os projetos identificados em soluções efetivas, capazes de ampliar a eficiência institucional, fortalecer a fiscalização e contribuir para uma prestação de serviços cada vez mais ágil e qualificada à sociedade.




